Houve um tempo em que o futuro tinha forma. Ainda que incerto, ainda que repleto de surpresas, ele se erguia diante de nós como um baralho cuidadosamente embaralhado: não sabíamos a ordem das cartas, mas conhecíamos cada naipe, cada figura, cada número. Cada passo dado hoje tinha um eco previsível amanhã, e até mesmo o medo ou a esperança carregavam um consolo — sabíamos que todas as possibilidades estavam ali, à espera de serem descobertas. Hoje, tudo mudou. O futuro perdeu substância. Não há cartas sobre a mesa, não há mesa, talvez nem baralho. Apenas um espaço indefinido, um vazio onde tudo pode nascer ou não nascer, e onde qualquer gesto que imaginamos parece se dissolver antes de tocar algo real. Caminhar em direção a ele é sentir os pés deslizarem sobre um chão que desaparece a cada passo, uma corda suspensa sobre o nada, fina, instável e impossível de agarrar. E há uma tristeza silenciosa nesse contraste. A nostalgia não vem apenas de desejar o que se perdeu, mas de perceber...
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