A gente costuma olhar para trás e pensar que poderia ter feito diferente. Que dava para ter dito outra coisa. Que dava para ter saído antes. Que dava para ter insistido mais. Essa sensação é quase inevitável — como se, naquele momento, houvesse um leque aberto de possibilidades, e você simplesmente escolheu uma delas. Mas essa sensação parte de uma suposição implícita: a de que todas aquelas opções estavam realmente disponíveis para você naquele momento. E nem sempre estavam. A gente vive apoiado numa espécie de continuidade interna — uma forma de se reconhecer no que faz, de manter alguma coerência ao longo do tempo. Não é algo que você decide conscientemente. Mas está ali, moldando o que parece possível… e o que simplesmente não entra em consideração. Em muitos momentos, a escolha não acontece entre todas as opções possíveis. Ela acontece entre as opções que fazem sentido para quem você acredita ser. Não é que as outras não existam. É que elas não parecem viáv...
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