Habitamos um tempo de geometria impossível. Se olharmos para cima, vemos o brilho do aço e do silício: foguetes que buscam Marte, inteligências que mimetizam o pensamento humano e uma conexão que nos permite tocar o outro lado do globo em milésimos de segundo. Mas, se olharmos para o chão, para onde pisamos e para como nos organizamos, o cenário é de poeira e retrocesso. É como se estivéssemos pilotando uma Ferrari tecnológica orientados por um mapa de 1930, insistindo em dirigir em direção a um precipício que já conhecemos de cor. O que mais assusta no mundo atual não é a velocidade do avanço, mas a direção do recuo. Assistimos, com uma passividade hipnótica, ao ressurgimento de radicalismos que julgávamos enterrados. Vemos democracias sólidas flertarem com o autoritarismo e territórios históricos, como a Europa, parecerem hóspedes desorientados em sua própria casa, sem bússola e sem aliados. Estranhamente, quanto mais o mundo avança digitalmente, mais ele retrocede nos costum...
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